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Esaú: eficiente sem visão. Jacó: eficaz sem ética

Postado dia 10 de setembro de 2013

“Cresceram os meninos; e Esaú tornou-se perito caçador, homem do campo; mas Jacó, homem pacato, que habitava em tendas.

Isaque amava a Esaú, porque comia da sua caça; mas Rebeca amava a Jacó.” (Gênesis 25: 27-28)

 

Esaú e Jacó, irmãos gêmeos, porém, muito distintos em suas personalidades.

O pai se deliciava com o que Esaú podia lhe oferecer de melhor: o produto de seu esforço como homem caçador.

E Isaque saciava sua fome provando das iguarias que o filho lhe proporcionava, e isso rendia o amor paterno como uma troca de favores.

Jacó, porém, não tinha vocação para a caça, mas era achegado à mãe. Permanecia na tenda e assim desfrutava da atenção maternal enquanto o irmão, distante, realizava suas caçadas.

Esaú retrata a eficiência, que é fazer algo com perícia – fazer bem-feito. Ele era competente naquilo que realizava e isso lhe garantia um renome entre seus familiares. Como devia se orgulhar de ouvir o pai tecer elogios sobre si!

Seu irmão, Jacó, representa a eficácia. Atuava naquilo que era a prioridade. Porém, vê-se que Jacó não agia de modo ético para alcançar seus resultados. Usou da mentira para ser abençoado pelo pai no lugar de Esaú, sendo que anteriormente já havia negociado com o irmão o direito à primogenitura.

Com o apoio da mãe foi astuto e sua esperteza lhe rendeu o que queria, mesmo em meio à cisão no relacionamento com seu irmão. Fugiu para salvar a vida e pagou um alto preço pelas escolhas que fez.

Aplicando-se os ensinamentos num contexto administrativo, sabe-se que é muito importante que se aja com eficiência, mas a eficácia é de vital importância.

Esaú não tinha a visão para seu futuro. Se esforçava para realizar uma boa caçada, e só. Faltou-lhe visão para que não viesse a perder sua benção.

Jacó, com acesso às informações importantes por estar junto à sua mãe, aproveitou o momento de ausência de Esaú e engendrou, com auxílio materno, seu plano para roubar-lhe a benção de maneira antiética.

Na vida, não basta apenas ser eficiente fazendo corretamente as coisas. Isso não basta! É preciso ser eficaz para se fazer as coisas certas. Porém, é mister que ajamos com ética, com  respeito, e sabendo que nosso Deus se alegra quando escolhemos os seus valores, ao invés de preteri-los para obtermos vantagens nas negociações cotidianas.

 

Abraço.

Gilmar Oliveira

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